1. 1 year ago 
    O anticristo (Antichrist, 2009)


    [caption id=”attachment_114” align=”aligncenter” width=”426” caption=”Será que minhas costas aguentam 90 minutos aqui encima???”]O anticristo (Antichrist, 2009) Cena 01[/caption]


    Filmes de Lars Von Trier são filmes difíceis de digerir; este, não é diferente. Ele gosta de chocar, inovar, mostrar sua meta-linguagem de um jeito que talvez, só ele mesmo entenda. Infelizmente, este não é o propósito do cinema. Mas logo explico o porquê desta afirmação.
    O filme começa com cenas chocantes (é claro), em que um casal faz sexo incessantemente (a forma como é mostrado, é de uma crueza ímpar, sendo deveras pornográfica, com direito a nú genital e penetrações explícitas), enquanto num cômodo da casa, o filho do casal cai acidentalmente pela janela do prédio.
    Daí, já imaginamos que o filme vai girar em torno do trauma psicológico envolvendo os dois, principalmente a mãe, já que o pai, é psicoterapeuta, e acaba sendo mais racional neste ponto.
    No começo, achei o filme chato, e só. Lento, arrastado. Lidava mais com o fator psicológico envolvendo o casal, e uma câmera nervosa e irritante acompanhava os diálogos, se fazendo de “moderna”.
    Lars Von Trier abusa de simbolismos, impressões fotográficas, cenários contraditórios e mudanças bruscas de ambientação. Isso faz com que ficamos o tempo todo buscando sem querer, significados pra todas as referências e simbolos jogados freneticamente na tela.
    Após 30 minutos de filme, já começava a me entediar os exageros no drama psicológico, a abordagem extremamente metódica e auto-explicativa dos fatos, a narrativa modal e repetitiva. Não havia nada de surpreendente e empolgante: nada de fantasmas, de assassinos, de mutações, de doenças ou monstros; e pior: a mocinha, que poderia se transformar num monstro e revelar sua verdadeira natureza maligna, não convencia na sua atuação pobre e vazia, e eu torcia pra que ela se jogasse de cima da casa ou pegasse um machado e abrisse a cabeça de seu marido ao som de “Ne me quite pas”…
    Depois de uma hora de filme, cheguei no ápice: cenas de mutilação e tortura, completamente desconexas e sem  um traço sequer de razão, tudo o mais crú possível, no pior estilo “Lars Von Trier passa dos limites e enoja a platéia”… se a intenção era causar desconforto e repulsa, ele conseguiu; pois as cenas são incrivelmente ruins, incômodas, absurdas, grotescas.
    No começo do filme, achava se tratar de mais uma produção boa de Lars, no mínimo um pouco entediante, mas que nos faria refletir. No desenrolar da trama, fui vendo um filme chato, nojento, incoerente e vazio de argumentos; provavelmente, o pior que Lars já dirigiu até hoje. Ao final do filme, fiquei perguntando como os atores, gabaritados e reconhecidos, toparam fazer parte de uma produção tão ridícula e pobre como essa, que me fez perder uma hora de quarenta minutos da minha vida vendo cenas desprezíveis. Realmente, os atores cairam em descrédito comigo depois deste filme. E Lars Von trier, de agora em diante, passo longe; só se for pra rever produções antigas, que me agradaram. Só.

    Gostei: De nada. A fotografia é boa, mas é a última coisa que eu procurava num filme desses.

    Não gostei: De tudo. Lars Von Trier conseguiu se afundar de vez com esse filme.

    [tab:ASSISTA O FILME]

    Trailer oficial:

    Assista os 10 primeiros minutos do filme:

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    [tab:END]

  2. Notes

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