[caption id=”attachment_224” align=”aligncenter” width=”500” caption=”Eu juro que não faço mais arte!!! Descuuuulpa…”]
[/caption]
O filme nos deixa com uma sensação de déjà-vu, como se tudo fosse uma colagem de outras histórias que já vimos. Ví críticas na internet com relação às interpretações, ao roteiro, mas acho infundadas, ou exageradas; o elenco está bem afinado, o erro está na própria trama. Vamos começar do começo: o que você espera de um filme sobre um psicopata ou serial killer? Primeiro: Uma história impressionante que justifique seus atos; segundo: um roteiro com atitudes coerentes, da parte de todos os personagens; terceiro: um embate realista entre o considerado “mocinho(a)” e o vilão; quarto: uma reviravolta empolgante, ou pelo menos, um final coerente, pra que a gente desligue o filme com o coração na boca. Onde estão os erros?
Primeiro: Não há absolutamente referência alguma durante todo o filme, pra toda aquela carga de gore, de sangue, de torturas; não sabemos das motivações, dos critérios para seleção das vítimas, nem nada; até que aparece (spoiler) o cara da caixa, que quer explicar, mas não explica nada; enfim, não desenvolvemos nenhum vínculo com o criminoso, pois não sabemos de onde veio, ou aonde quer chegar. Tá bom, falar demais do vilão durante o filme é chato, estraga, mas não falar nada, é idiotice. Eu entendí quem era o cara no final, mas… e daí? E o resto? É pro segundo filme???
Segundo: Nesta parte, tenho que concordar com muitas resenhas internet afora - o mocinho têm mil e uma oportunidades de fazer qualquer coisa que imobilize o vilão, e a desculpa do medo não funciona; até funciona ao contrário (quando você vê que não pode fugir do que te amedronta, você logicamente tenta enfrentar e eliminar), mas no filme, vemos um mocinho com QI abaixo da média, e um vilão incrivelmente resistente, tolerante, forte, saudável e bem treinado, que aguenta porradas, móveis na cabeça, quedas, socos, e tudo mais; armadilhas mirabolantes à-la-jogos-mortais, que foram postas dentro da casa, armadas e testadas em menos de 6 horas (meu, e as janelas? que foi aquilo?); policiais completamente retardados e incompetentes; enfim, me dá um taco de beisebol, que eu racho a cabeça do colecionador no meio na primeira virada de costas que ele der!!!! Me dá uma faquinha de mesa, que eu furo o olho dele!!! Me dá um galão de gasolina, que eu boto fogo na roupa dele!!!
Terceiro: Já disse, o mocinho passa a maior parte do tempo tentando livrar sua cara, fugir por algum buraco, ou manter alguém quietinho pra que não morra logo; e, é lógico, nada dá certo. As reações, foram as esperadas, mas houve possibilidades de fuga, houve falhas do assassino, houveram tantas possibilidades de mudar o rumo da história…
Quarto: A reviravolta, foi muito estúpida; logicamente, (spoiler), alguém iria interceptar o veículo do assassino no trajeto, pois já sabiam que algo grave aconteceu, quem era o psicopata, e como ele se safou; mas nada disso aconteceu. E como ele é masi forte que Jason, mais versátil que Freddy Krugger, mais resistente que Michael Meyers e mais inteligente que Jigsaw, ele se deu bem, e fez banana pra todo mundo, inclusive pra mim e pra você, que acreditávamos que sería um filme tenso, empolgante e assustador.
Resultado: Brevemente, nos esqueceremos desta produção, e vamos nos lembrar de novo pesquisando na internet, assim que sair a óbvia continuação, onde teremos a conta-gotas alguma explicação sobre o porquê de tudo que aconteceu, e mais alguma ação, tensão e suspense repetindo quase tudo da primeira parte.
Eu gosto de filmes com psicopatas, mas compare este filme com “See no evil”,”Midnight Meat Train”, “American Psycho”, “The Silence of the Lambs”… ele está anos-luz atrás.
Recomendo com reservas, só para fãs do gênero “serial-killer”.
[tab:ASSISTA O FILME E O TRAILER]
Trailer oficial:
Assista os 10 primeiros minutos:
[tab:GALERIA, LEGENDA E TORRENT]
[nggallery id=10]
[download id=”9” format=”1”]
[tab:END]